Quinta-feira, 22 de Outubro de 2015

Reflexões sobre o atual momento político

Reflexões sobre o atual momento político

 

Insistir no governo de direita não é solução, é inútil e artificial. O PS construiu uma alternativa capaz de dar ao país um governo estável, consistente e duradouro.

 

O Partido Socialista, chamado pelo Presidente da República a pronunciar-se sobre os resultados das eleições legislativas de 4 de outubro e suas consequências na governação do país, afirmou, pela voz do Secretário-Geral:

(1) O PSD, mesmo com o seu parceiro de coligação, não dispões de condições para assegurar no Parlamento um apoio maioritário que garanta uma solução de governo estável e consistente para os próximos anos. Assim sendo, indigitar o líder do PSD como Primeiro-Ministro seria uma perda de tempo para o país, num momento em que é do interesse nacional não prolongar esta situação de indefinição e incerteza.

(2) «Julgamos estarem criadas as condições para que possa existir por parte do PS uma solução que beneficie de um apoio maioritário na Assembleia da República e que garanta estabilidade política ao mesmo tempo que garanta aquilo que foi a vontade inequivocamente expressa pelos portugueses nas urnas, a vontade de que haja uma mudança política.»

Outros partidos, designadamente o PCP e o BE, insistiram igualmente à saída das audiências em Belém que seria uma perda de tempo indigitar um primeiro-ministro do PSD e que há condições para, com o PS, dar uma solução de governo duradouro ao país.

Daqui resulta que a insistência do PR numa fórmula política minoritária, assente no PSD e no CDS, não é uma saída para a atual situação, será inútil e artificial.

Os partidos da direita, que se isolaram por não terem compreendido que perderam a maioria no Parlamento (porque perderam 700 mil votos), não têm solução de governo para o país. 

Já o PS trabalhou para construiu uma solução capaz de dar ao país um governo estável, consistente e duradouro.

 A solução construída pelo PS satisfaz os requisitos previamente enunciados pelo PR.

A comunicação que o Presidente da República fez ao país, a 22 de julho, sobre a marcação das eleições legislativas, expunha claramente o seguinte critério político: “É extremamente desejável que o próximo Governo disponha de apoio maioritário e consistente na Assembleia da República”. O exemplo europeu era invocado em apoio desse critério: “Os governos de 26 países da União Europeia dispõem de apoio parlamentar maioritário. Não há nenhum motivo para que Portugal seja uma exceção àquilo que acontece em todos os Estados-membros da União Europeia.” Com esse critério político, o PR impõe uma tarefa aos partidos: “Alcançar um governo estável é uma tarefa que compete inteiramente às forças partidárias, como se verifica em todas as democracias europeias.” E sublinha o mecanismo essencial dessa tarefa: “Este é o tempo do compromisso.”

A tarefa a que o PS meteu ombros foi precisamente essa: trabalhar para um compromisso entre partidos, visando um apoio parlamentar maioritário a uma solução de governo consistente e estável.

Porque é que o PS ainda não apresentou o acordo com outros partidos de esquerda?

 

O PS informou o Presidente da República que tinha construído um acordo sólido e duradouro. O Presidente da República não solicitou ao PS a apresentação do conteúdo desse acordo, nem indicou nenhum prazo dentro do qual quereria conhecer esse acordo. Cabe lembrar, aliás, que este foi o primeiro contacto formal do PR com o PS sobre a formação do novo governo (dia 20/10).

O PR é, decerto, conhecedor de que os governos de coligação que deu como exemplo noutros países europeus assentam em fórmulas políticas que requerem negociações demoradas. Por exemplo, o atual governo da Alemanha, assente na “grande coligação” entre a CDU/CSU e o SPD, resultou de negociações programáticas que se alongaram por mais de 2 meses. As negociações responsáveis que o PS está a conduzir levam tempo, mas o processo de formação do novo governo não será em caso algum atrasado pelos partidos envolvidos neste trabalho.

Cabe ao PS gerir com inteligência política os tempos de negociação, conclusão e divulgação de um acordo interpartidário. Respeitaremos os tempos das decisões dos órgãos de direção política do Partido. Respeitaremos os tempos institucionais, designadamente os que resultem das decisões do PR (por exemplo, se o PR permitir que Passos Coelho forme governo e apresente um programa à AR, não é liquido que seja de nossa conveniência divulgar um acordo com outros partidos antes de concluído esse processo em sede parlamentar).

O truque político do ataque à legitimidade de um governo sem PSD e sem CDS.

Seria normal que a direita combatesse politicamente uma solução à esquerda. Mas, faltando-lhe os argumentos políticos substantivos, o ataque ao PS foi desviado para uma pretensa e fantasiosa questão de legitimidade.

O ataque à legitimidade desta solução, vinda do campo político da direita, é uma hipocrisia. Pela razão simples de que defenderam este tipo de fórmula quando isso lhes convinha. Verificamos isso lembrando alguma declarações públicas produzidas no período anterior às eleições legislativas de 2011.

Paulo Portas, em debate televisivo com Passos Coelho, defendeu a tese de que a direita coligada governaria se PSD e CDS tivessem maioria absoluta no Parlamento, mesmo que o PS tivesse ganho. Dizia Paulo Portas: o que interessa é quem apresenta uma maioria parlamentar ao Presidente da República.

Nuno Morais Sarmento, em entrevista à Rádio Renascença, declarava perentoriamente que o Presidente da República não devia dar posse ao partido mais votado se este não assegurasse um governo de maioria absoluta.

Bagão Félix, em entrevista ao jornal “i”, dizia: “há uma solução, que é um governo PSD, CDS e PCP”.  E acrescentava: “Não me repugnava que, num governo deste tipo, o PCP tivesse uma pasta social ou do trabalho. Jerónimo de Sousa é um homem sincero, um homem autêntico, um político sério. A certa altura sinto-me asfixiado pelas soluções equacionáveis. Precisamos de abrir o horizonte teórico das soluções. Sendo absolutamente não comunista, respeito o atual PCP e não o ponho no gueto.”

O jornalista David Dinis, atual diretor do Observador, escrevia um artigo de página inteira no Diário de Notícias com o grande título: “Partido que tiver mais votos pode desta vez não governar.”

Basicamente, é isto: a direita ataca agora o que não lhe convém, em contradição com o que defendeu antes por sua conveniência. A tese da ilegitimidade não passa de um truque político. 

O PS está a cumprir com o que prometeu.

 

Outra tese que falseia os dados da atual situação é a de que é uma surpresa esta posição do PS. O PS devia ter “avisado” antes. Pois, foi mesmo isso que o PS fez. Vamos por partes.

O XX Congresso Nacional, na Moção Política então aprovada, reafirma a recusa da teoria do arco da governação que António Costa já tinha afirmado anteriormente, nestes termos:

«É na sua pluralidade que o Parlamento representa o país. Nenhum conceito que vise limitar o alcance da representação democrática, como o conceito de "arco da governação", pode servir para excluir sistematicamente certos partidos das soluções de governo. Ao mesmo tempo, o facto de sectores significativos do eleitorado não se envolverem na partilha de responsabilidades de governar, representa um empobrecimento da democracia. O momento do país exige da representação democrática, na pluralidade dos seus atores, uma capacidade para compromissos alargados, transparentes e assumidos – até para estimular e acompanhar o indispensável compromisso social.»

O Secretário-Geral repetiu a rejeição do arco da governação inúmeras vezes em público.

Além disso, repetiu muitas vezes que não podia governar “com esta direita”, porque é preciso mudar de política e não o pode fazer com os responsáveis por ela. E nunca disse isso do PCP ou do BE.

E afirmou também publicamente que não aprovaria um Orçamento de Estado apresentado por um governo da direita.

E foi noticiado (manchete do Expresso a uma semana das eleições), com base em conversas com António Costa, que o PS chumbaria um governo minoritário da direita, confiante na capacidade para fazer acordos à esquerda. Isso nunca foi desmentido e a Coligação PàF atacou repetidamente o PS de radicalismo por isso.

Portanto, esta situação foi amplamente discutida antes das eleições – contrariamente ao que diz agora a direita mais assanhada.

Muitos políticos esquecem, depois das eleições, o que disseram antes. Não é o nosso caso. 

Mas não será verdade que um entendimento à esquerda parecia impossível ainda há pouco tempo?

Até há pouco, tudo isto parecia impossível? Sim, porque os outros partidos de esquerda têm uma tradição de hostilização do PS. Não há dúvida de que isso é verdade. Essa era, aliás, uma vantagem estratégica concedida gratuitamente à direita: o PSD podia fazer alianças à sua direita e à sua esquerda e o PS só podia fazer alianças à direita – quando a direita bem entendesse! O que está a acontecer já mudou radicalmente essa situação: o espaço de compromisso em que o PS se pode mover aumentou muito, radicalmente mesmo.

Isto não aconteceu por acaso. E António Costa fez declarações durante a campanha, citadas pela comunicação social, que colocaram claramente a questão. “Portanto, nós não faremos qualquer coligação à direita. Acontece porém que nos partidos à nossa esquerda eu não encontrei até hoje qualquer disponibilidade para qualquer tipo de entendimento com o PS. O que eu tenho assistido é mesmo um campeonato entre o PCP e o Bloco de Esquerda para saber qual de é o mais anti-PS. E esse campeonato é um campeonato que não nos leva a lado nenhum. Não nos leva a lado nenhum. E que frustra aliás, muitas pessoas. Porque há muitas pessoas que acham que o que fazia sentido era mesmo esses partidos estarem disponíveis para se poderem entender com o PS.”

O falso argumento de que isto não foi falado antes das eleições é, pois, precisamente isso: um argumento falso.

O que mudou não foi a palavra do PS. As circunstâncias é que mudaram. Mudou, designadamente, o discurso dos outros partidos de esquerda – e o que o PS está a fazer é dar utilidade política a essa mudança. Aliás, se não o fizéssemos seríamos penalizados por isso.

 

 Caras e Caros Camaradas, a minha intenção com esta missiva é a partilha de reflexões, no intuito de que ela possa ser útil ao nosso combate político comum como grande partido democrático.

 Cordiais Saudações Socialistas.

 

Porfírio Silva

Secretário Nacional para a Comunicação

 

publicado por ps_ansiao às 11:07
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Terça-feira, 6 de Outubro de 2015

Análise dos resultados das eleições

Passada que é a euforia das eleições, é tempo de fazer uma reflexão mais fina dos resultados:

 

            Comecemos pelo nosso distrito – Leiria:

2015

%

Eleitos

2011

Eleitos

PSD+CDS

48,42%

6

59%

7

PS

24,82%

3

20,71%

3

BE

9,66

1

5,37%

0

   

            Do quadro acima infere-se que a coligação PSD/CDS, nestas eleições, perdeu um deputado e perdeu 10,58% do eleitorado.

            O PS manteve o número de deputados e conquistou mais 4,11% de votos.

            Em resumo, a coligação tendo mais votos e mandatos foi a grande derrotada com um resultado historicamente baixo.

            O grande vencedor tendo menos votos e mandatos foi, no entanto, o BE.

 

            Passemos ao Concelho de Ansião:

2015

%

2011

%

DIFERENÇA

PSD+CDS

58,42

PSD+CDS

68,37

-9,95%

PS

23,58

PS

19,89

+3,69%

BE

5,42

BE

2,27

+3,15%

CDU

2,57

CDU

1,85

+0,72%

            Percebe-se que face às ultimas eleições a coligação PSD/CDS teve uma perda em Ansião que foi para além da média nacional, perdeu quase 10% dos votos.

            Todos os outros partidos subiram com o PS à cabeça com 3,69% face a 2011.

            O BE duplicou a sua votação no Concelho.

 

            Analisemos as freguesias

 

           Freguesia de Ansião:

2015

%

2011

%

DIFERENÇA

PSD+CDS

50,95%

PSD+CDS

61,10

-10,15%

PS

28,01%

PS

24,17%

+3,84%

BE

6,07%

BE

3,16%

+2,91%

CDU

3,23%

CDU

3,27%

-0,04%

 

            Também aqui a coligação PSD/CDS recuou mais de 10% tendo todos os outros partidos aumentando a votação, menos a CDU com uns residuais 0,04% negativos.

            O BE duplicou a sua votação e o PS aumentou em 3,84%.

   

            Freguesia de Alvorge:

2015

%

2011

%

DIFERENÇA

PSD+CDS

64,75%

PSD+CDS

70,93%

-6,18%

PS

21,37%

PS

17,47%

+3,90%

BE

3,67%

BE

3,01%

+0,66%

CDU

1,75%

CDU

0,6%

+1.15%

 

            No Alvorge a tendência mantém-se com a descida acentuada da coligação 6,18%, e o PS sobe de forma significativa 3,90%,  a CDU triplica a sua votação.

 

            Freguesia de Avelar:

2015

%

2011

%

DIFERENÇA

PSD+CDS

50,13%

PSD+CDS

57,37%

-7,24%

PS

30,47%

PS

28,28%

+2,19%

BE

5,88%

BE

2,56%

+3,32%

CDU

3,60%

CDU

1,98%

+1,62%

 

            Também nesta freguesia a direita sofreu um revés face a 2011, menos 7,24%, tendo o PS uma ligeira subida 2,19%. O BE mais que duplicou a sua votação.

 

            Freguesia de Chão de Couce:

2015

%

2011

%

DIFERENÇA

PSD+CDS

60,44%

PSD+CDS

72,91%

-12,47%

PS

21,16%

PS

18,88%

+2,28%

BE

6,93%

BE

1,55%

+5,38%

CDU

2,22%

CDU

1,14%

+1,08%

 

            Chão de Couce foi onde a coligação PSD/CDS teve a sua maior diferença de votos. Perdeu relativamente a 2011, 12,47%.

            Todos os outros partidos subiram a votação tendo-se destacado mais uma vez o BE com um aumento de 5,38%. O PS ficou-se por um aumento de 2,28%.

 

            Freguesia de Pousaflores:

2015

%

2011

%

DIFERENÇA

PSD+CDS

66,37%

PSD+CDS

77,46%

-11,09%

PS

19,50%

PS

13,93%

+5,57%

BE

3,94%

BE

1,56%

+2,38%

CDU

2,15%

CDU

1,25%

+0,90%

 

             Pousaflores foi no concelho de Ansião a segunda freguesia onde a coligação de direita, PSD/CDS perdeu mais votos relativamente a 2011, 11,09%.

            O PS aumentou a sua votação em 5,57% e o BE 2,38% e a CDU 0,90%.

 

            Santiago da Guarda:

2015

%

2011

%

DIFERENÇA

PSD+CDS

66,73%

PSD

76,38%

-9,65%

PS

17,33%

PS

13,34%

+3,99%

BE

4,47%

BE

1,58%

+2,89%

CDU

1,75%

CDU

1,36%

+0,39%

                                                                  

            Os resultados de Santiago da Guarda estão na linha concelhia distrital e nacional.

PSD/CDS a perder cerca de 10% e o PS com uma pequena subida quase idêntica ao do BE.

 

publicado por ps_ansiao às 18:42
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Quarta-feira, 16 de Setembro de 2015

Visita ao Concelho, legislativas

No dia 14 de Setembro 2015 (segunda feira), alguns candidatos a deputados do PS do distrito de Leiria, incluindo a primeira candidata da lista, a dr.ª Margarida Marques, visitaram o concelho de Ansião.

 

O Programa da Visita:

09:15h – Apresentação de cumprimentos ao Presidente da Câmara Municipal. (foto 1)

 

10:00h – Reunião com a Direcção da CASAN (Cooperativa Agrícola). (foto 2)

 

11:00h – Visita à Santa Casa da Misericórdia de Ansião (Reunião com a Direcção). (foto 3)

 

12:00h – Visita à empresa Bockemuehl Lda. (foto 4)

 

1:00h – Almoço com autarcas socialistas em Alvorge.(foto 5)

 

14:30h – Visita ao museu etnográfico do Alvorge e encontro com dirigentes associativos.(foto 6)

 

16:00h – Visita à Santa Casa da Misericórdia Alvorge (Unidade de Cuidados Continuados).(foto 7)

 

17:30h – Passagem pelo parque Industrial do Camporês.

 

17:45h – Recepção na Junta de Freguesia de Pousaflores.

 

18:00h – Reunião com dirigentes associativos de Pousaflores e lanche nas instalações do ciclo do pão na Serra do Anjo da Guarda (fotos 8 e 9)

 

As fotos da visita

 

_DSC0005-Edit.jpgFoto 1 - Recepção na Câmara Municipal

_DSC0052-Edit.jpgFoto 2 - Visita à CASAN

_DSC0105-Edit (1).jpgFoto 3 - Santa Casa da Misericórdia de Ansião

_DSC0224-Edit.jpgFoto 4, empresa Bockemuehl Lda

_DSC0265-Edit.jpg

 Foto 5, autarcas socialistas

_DSC0275-Edit (1).jpgFoto 6, museu etnográfico do Alvorge 

_DSC0330-Edit.jpgFoto 7, Santa Casa da Misericórdia Alvorge

_DSC0310-Edit.jpg

Foto 8, Pousaflores

_DSC0284-Edit.jpg

Foto 9, museu do ciclo do pão

 

_DSC0262-Edit.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por ps_ansiao às 20:19
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Segunda-feira, 27 de Abril de 2015

Jantar Comemorativo do 25 de Abril

Decorreu na passada sexta-feira, dia 24 de Abril, o Jantar Comemorativo dos 41 anos da Revolução de Abril.

Este jantar juntou os socialistas do distrito de Leiria no Restaurante Ti´Matilde, no Parque Industrial do Camporês, Ansião. Foi uma organização da Federação Distrital do Partido Socialista de Leiria.

A sala estava cheia para cumprimentar, ouvir e confraternizar com algumas figuras ilustres do Partido Socialista.

Estiveram presentes o presidente do partido Carlos César, o deputado que participou na Assembleia Constituinte Aires Rodrigues, o presidente da Federação José Miguel Medeiros, o presidente da Concelhia de Ansião,  Miguel Peres, a deputada Odete João, os conhecidos Kalidás Barreto,  Álvaro Órfão, Pedro Lagido, Teles Grilo,Fernando Lopes, Fernando Manata, José Manuel da Silva, o escritor e poeta António Martins (que declamou alguns poemas), autarcas, entre outras figuras conhecidas… e muitos outros socialistas militantes e simpatizantes.

A noite passou-se entre conversas, discursos, recordações e cumprimentos… não falando da degustação do jantar: sopa de legumes, carne estufada e sobremesa…

Ficam algumas fotografias para recordar…

_DSC0263.jpg1.Carlos César

_DSC0255.jpg2.Miguel Medeiros

_DSC0220.jpg3. Aires Rodrigues

11182114_925948570801542_4361090776052114983_n.jpg4. Miguel Peres

 

_DSC0214.jpg5.António Martins

 

_DSC0247.jpg6. Vista da sala

_DSC0296.jpg7. Mesa da deputada Odete João

 

_DSC0314.jpg8. Abraços de amigos

_DSC0339.jpg9.Amigos

_DSC0361.jpg10. Amigos

_DSC0286.jpg11. Mesa de José Manuel da Silva

publicado por ps_ansiao às 14:46
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Segunda-feira, 13 de Abril de 2015

Reunião de Câmara de 6 de Abril de 2015

Realizou-se no passado dia 06 de Abril de 2015 mais uma reunião de câmara.

 _________Resumo__________

Salientamos da agenda de trabalhos, para além da ratificação de despachos diversos, a apreciação, discussão e votação do Relatório de Gestão e Prestação de Contas de 2014, a apreciação do Relatório do Auditor Externo sobre as Contas de 2014, a modificação dos Documentos Previsionais 2015-2018, o Balanço social do Município de 2014 e a celebração de protocolo com a AEDA-Associação Empresarial de Ansião, para constituição do Gabinete de Informação e Apoio ao Investidor-InvestAnsião.

No período da “antes da ordem do dia” foram prestadas várias informações pelo sr. Presidente sobre a actividade política no período que decorreu desde a última reunião, designadamente o congresso da ANMP onde foram debatidos assuntos de particular interesse para as autarquias, tais como, serviços de proximidade, delegação de competências para as autarquias, os fundos do novo quadro comunitário, etc. Referiu também uma reunião no âmbito da CIMRL, onde foram também debatidos assuntos relevantes, no âmbito de investimentos territoriais integrados, como a modernização administrativa, património, cultura, abandono escolar, etc.

Foram ainda elogiadas pelos vereadores as iniciativas levadas a cabo por diversas associações do concelho, designadamente O Rancho Típico do Alvorge, O Lusitano Clube de Chão de Couce com a perícia automóvel, a Filarmónica de Ansião e o festival “Filarmonias”, o CAAS e o festival do acordeão e a ACREP de Pousaflores com a brilhante recriação da via sacra, desde a Igreja de Pousaflores até ao Anjo da Guarda.

Quanto à apreciação e discussão da prestação de contas de 2014, foram os documentos apresentados pormenorizadamente e explicadas as rubricas mais importantes pelo sr presidente, tendo os vereadores do PS referido a qualidade formal dos documentos apresentados e emitido o seguinte:

Perante os documentos de Prestação de Contas e respetivo Relatório de Gestão respeitantes ao exercício de 2014 e após análise atenta dos mesmos, decidiram os vereadores do Partido Socialista, emitir a seguinte:

“Declaração de voto:

O resultado líquido do exercício de 919.173,99€ representa uma melhoria significativa em relação ao exercício do ano anterior.

Revela uma gestão mais rigorosa, em contraste com as do passado recente, que conduziram o Município a uma situação de sufoco financeiro, o que registamos com agrado.

Positivo é também o encerramento do exercício, dentro dos limites do endividamento fixados na Lei 2/2007 de 15 de Janeiro. No entanto, não podemos esquecer que o saldo primário não foi suficiente para cobrir o serviço da dívida, apesar das receitas provenientes dos fundos comunitários, que pelo facto de registarem sempre um atraso no seu pagamento, influenciam positivamente os resultados finais. Se expurgada a receita proveniente destas transferências, o comportamento da receita seria bem menos favorável.

Também não podemos deixar de registar que estes resultados são o reflexo direto das opções políticas tomadas e foram conseguidas à custa do sacrifício das famílias e das empresas, designadamente, através

1)  pagamento de impostos diretos:

                          - IMI, com um acréscimo de 20,51%

                          - IMT, com um acréscimo de 55,13%

                          - Derrama, com um acréscimo de 46,28%,

bem como,  

2)  o pagamento de impostos indiretos, que registaram um acréscimo de 536,14%, tais como

                         - taxas e licenças diversas;

                        - tarifas de água e saneamento;

3)    O congelamento dos salários dos funcionários, redução de suplementos e horas extraordinárias, bem como o aumento do horário de trabalho;

Todos estes constrangimentos, para além de perdurarem no futuro próximo, não trouxeram nenhum retorno significativo aos nossos munícipes.

Por outro lado, os resultados comprovam ainda a fraca aposta que o executivo tem efetuado em áreas-chave, que consideramos nucleares para o desenvolvimento do concelho e fixação de população. Referimo-nos concretamente, à captação de investimento, à promoção do parque empresarial do Camporês e à eficiência energética.

Face ao exposto e reconhecendo o esforço feito no equilíbrio das contas municipais, mas não podendo ignorar o impacto negativo que esse esforço teve nas famílias e nas empresas do concelho, o nosso sentido de voto expressa-se através da abstenção.”

De salientar a longa troca de argumentos entre maioria e oposição sobre pontos de vista, naturalmente diferentes de ambas as partes, no que às contas diz respeito.

Quanto à celebração do protocolo com a AEDA, mereceu a nossa aprovação.

publicado por ps_ansiao às 20:22
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